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Foco: Mera

30.10
14:30

gnration

Performance Duracional

Cada editora discográfica é uma pequena nação sonora, plural e diversificada, com leis e linguagens muito próprias. Os discos são os seus eloquentes representantes, como estatuária num museu do futuro. Mas há outras maneiras de auscultarmos esses territórios e o Festival Semibreve convocou duas editoras portuguesas para se mostrarem, oferecendo a sua música mas olhando toda a gente nos olhos. No fundo, momentos de comunhão para compreendermos melhor estes retratos da família que tanto admiramos. Nestas exposições há música ao vivo, há discos que discorrem, há imagens e movimentos, há novas ideias (e edições) que se preparam. Podemos, pois, ser os primeiros a perceber para onde caminham estas editoras.

Mera vem do Porto e assume o lado digital da sua existência discográfica desde 2019. Talvez por isso, querem que as suas edições aconteçam no mundo real, em frente ao seu público, procurando estender sensações e perceções. No palco do Festival Semibreve, Mera propõe uma instalação audiovisual que nos convida a imergir no ambiente circundante, tornando-nos agentes dinâmicos no espaço. O nosso movimento e localização, bem como a própria respiração, vai influenciar o decorrer da composição eletrónica, levando-nos a participar ativamente na construção e desconstrução do que vemos e ouvimos. Mera quer os seus ouvintes como participantes na sua vida.

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