Passar para o conteúdo principal

Cantus Discantus

Tomás Quintais

Edigma Semibreve Scholar winner

Esta instalação sonora procura estabelecer paralelismos entre a arte plástica e a arte sonora. Em Cantus Discantus, uma tela circular branca encontra-se revestida por resíduos plásticos e dispositivos transdutores. A suspensão de oito sistemas de soro sobre o objeto preparado transfigura progressivamente o cenário para uma representação sonoro-pictórica, através da água colorida que vai caindo sobre a tela. A queda das gotas estimula os microfones espalhados pelo espaço, convertendo esses sinais numa cadeia de dados que se associa a um conjunto de paisagens sonoras. A pintura sonora que daqui resulta é modelada pelo fluxo de água e espacializada por um sistema de oito altifalantes que circundam a instalação. O resultado é sempre variável e imprevisível.
Essencialmente marcado pelas consequências nefastas das alterações climáticas e face à destruição massiva dos ecossistemas, o projeto evoca um conjunto de espécies marinhas a partir da poluição dos oceanos. As cores que simbolizam o planeta terra (o verde, o azul e o castanho) contrastam com os múltiplos objetos descartáveis, aparentemente silenciosos na sua condição inanimada. Os registos sonoros apresentados correspondem a gravações de campo de diferentes ambientes naturais, desde a praia às formações rochosas mais dissimuladas. 

Edigma Semibreve Scholar winner