Programa completo com instalações, cinema, conversas, masterclasses e uma performance surpresa
10/09/2026
A menos de dois meses da 16.ª edição, o Semibreve 2026 completa o seu programa com uma abrangente programação paralela, que inclui instalações, sessões de cinema, conversas, masterclasses e uma performance surpresa na noite de abertura do festival.
O programa de instalações contará com vários trabalhos resultantes do Edigma Semibreve Scholar, um programa dedicado a estudantes do ensino superior que desenvolvem trabalho no campo da arte dos media; com o trabalho vencedor da edição deste ano do Edigma Semibreve Award, um prémio internacional dedicado a obras de destaque na interseção entre arte e tecnologia; e com Octophonic Listening Room, uma instalação sonora que reúne trabalhos de quatro artistas de reconhecimento internacional.
O artista multidisciplinar Matthew Biederman, nascido em Chicago e radicado em Montréal, é o vencedor do Edigma Semibreve Award 2026 com Situational Compliance, uma instalação interativa concebida como um jogo de Simon Says. Os participantes são colocados numa tensão entre o jogo e a obediência, descobrindo até onde estão dispostos a seguir as instruções de uma autoridade sem rosto e sem corpo, com a qual não existe qualquer possibilidade de negociação. A obra vencedora será apresentada no Muzeu, o novo museu de arte contemporânea de Braga, de 22 de outubro a 29 de novembro de 2026.
O programa Edigma Semibreve Scholar apresenta novos trabalhos de artistas emergentes: World Wide Wood, de Rita Castanheira; The Table of Discomfort, de Catarina Alves, Lara Amaral, Nuno Santos, Ricardo Martins e Rita Pereira; RePercussão, de Tomás Camacho; Relational Cartography, de Bruno Mesquita; e Pequeno Laboratório de Recriar Humanos, de Líria Varne.
O Edigma Semibreve Scholar será apresentado no gnration, de 22 a 24 de outubro de 2026, um antigo quartel da Guarda Nacional Republicana transformado em centro cultural contemporâneo dedicado às interseções entre arte, tecnologia e música. O espaço acolherá também o programa de performances noturnas do Semibreve, reunindo práticas artísticas emergentes e atuações pela noite dentro num contexto singular.
Com curadoria do Semibreve no âmbito do Re-Imagine Europe, um programa cofinanciado pela União Europeia, e com co-curadoria e co-produção do INA grm e da Sonic Acts, Octophonic Listening Room é uma instalação sonora que apresenta trabalhos de Jana Irmert, Sarah Davachi, BJ Nilsen e Maria W. Horn. Octophonic Listening Room será apresentada no Museu Nogueira da Silva, um dos espaços culturais mais singulares de Braga, criando um diálogo entre a arte sonora contemporânea e o contexto histórico do museu. As peças poderão ser escutadas na sexta, 23 de outubro, pelas 16h30, e no sábado, 24, pelas 14h30.
O programa de cinema do festival reúne obras que exploram as interseções entre música, tecnologia, ciência, ecologia e investigação artística.
Universo Circular, um documentário de Dácio Pinheiro, centra-se na pianista e pioneira da música eletrónica brasileira Jocy de Oliveira. O filme percorre quase sete décadas da sua carreira e legado artístico, acompanhando simultaneamente Jocy, hoje com 90 anos, enquanto cria uma nova ópera experimental. A sessão será seguida de uma conversa com a artista e o realizador.
Encomendado pelos festivais Nuits sonores, reworks, Terraforma e Sónar, todos membros da rede TIMES – The Independent Moves for Electronic Scenes, da qual o Semibreve também faz parte, The Talk documenta um ambicioso trabalho multidimensional e multidisciplinar apresentado através de uma cenografia imersiva. A performance reúne os músicos Heith e James K com o artista-investigador Günseli Yalcinkaya, contando com cenografia original de Andrea Belosi, e estabelece ligações entre artistas e investigadores de toda a Europa e de outros territórios.
Brute Force, de Felix Lenz e Ganaël Dumreicher, é o resultado de cinco anos de investigação artística na interseção entre geopolítica, ecologia e tecnologia. O filme percorre minas de silício em França, centros de dados em Viena e lagos de sal nos Estados Unidos, revelando como os processos de medição, mapeamento e computação não se limitam a representar as paisagens, mas transformam-nas ativamente, explorando os seus recursos e deixando nelas os seus resíduos.
Em Messengers (2025), o realizador canadiano de documentários Jeffrey Zablotny conduz o público ao interior de três centros de investigação subterrâneos no Canadá, no Japão e na Antártida. Sob a superfície, instituições científicas construíram telescópios gigantescos concebidos para detetar partículas invisíveis e investigar as propriedades da matéria a escalas inferiores às dos átomos. O ruído radioativo dos neutrinos e a sua visualização tornam-se o ponto de partida para uma imersão hipnótica e poética em instrumentos científicos complexos e nas profundezas subatómicas dos buracos negros.
As exibições decorrem sexta e sábado no MUZEU.
Integrado no seu programa regular de conversas, e a par da conversa com Jocy de Oliveira e Dácio Pinheiro, o Semibreve apresenta Music, Media, Affections, uma conversa entre Manuel Bogalheiro, professor da Universidade Lusófona, e a musicóloga e investigadora Júlia Durand. A discussão irá explorar as interseções entre som, música e imagem, examinando as diferentes possibilidades de significado que emergem desta particular forma de alquimia. A conversa terá lugar no Museu Nogueira da Silva, no sábado do festival.
O festival acolherá também duas masterclasses.
Marta Salogni irá falar sobre o seu trabalho enquanto compositora e produtora, partindo da sua vasta experiência e da utilização singular da fita enquanto ferramenta de composição, produção, mistura e performance ao vivo. A masterclass irá explorar os seus processos criativos e de produção, proporcionando aos participantes uma perspetiva sobre as técnicas e abordagens que moldam o seu trabalho. Os bilhetes já estão à venda.
O festival apresentará ainda uma outra masterclass, exclusivamente dedicada aos estudantes do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian. Qasim Naqvi irá abordar junto dos alunos do curso de composição o seu percurso artístico e metodologias de trabalho O conservatório bracarense tem desempenhado um papel importante no apoio ao surgimento de novos compositores, com o Semibreve a manter uma relação próxima com a instituição. Em 2026, o festival atribuirá uma Bolsa Semibreve a um dos estudantes inscritos no curso de Composição.
Uma surpresa na noite de abertura
Com este anúncio final chega também uma surpresa. Na noite de abertura do festival, quinta-feira, 22 de outubro, o Semibreve apresentará uma performance secreta na Basílica dos Congregados, o mesmo espaço que na mesma noite acolherá um concerto da acordeonista Suzan Peeters. A identidade do artista que realizará a performance permanecerá em segredo até ao momento em que subir ao palco.
Semibreve encerra o programa de performances com uma última vaga de confirmações
29/05/2026
Programa de performances da edição de 2026 encerra com uma última vaga de confirmações que inclui obras encomendadas, estreias mundiais e propostas ligadas à club culture.
Entre os novos nomes anunciados encontram-se encomendas a Nuno Canavarro & Bruno Miguel Pinto, com “/Radiant Rift”, e Marta Salogni, com “a,drift” (encomenda Semibreve, Berlin Atonal e Unsound), a estreia mundial de “Manto” de Ricardo Jacinto, a apresentação de “Cassotto” de Suzan Peeters, a estreia de “Carbolines” da portuguesa System Sophie e ainda dj sets de Peder Mannerfelt B2B RONI, Flora Yin-Wong e Dawn Dani.
Os passes gerais encontram-se esgotados, mas continua a ser possível experienciar o festival na totalidade através da combinação de passes Theatro Circo e bilhetes diários para o gnration, ambos já disponíveis. Os bilhetes diários para as performances no Theatro Circo vão estar à venda a partir de hoje.
O programa paralelo, que inclui conversas, workshops e cinema, será anunciado em breve.
Comissariada pelo Semibreve, “/Radiant Rift” assinala uma nova colaboração entre Nuno Canavarro, figura seminal da música experimental portuguesa e autor do incontornável Plux Quba (1988), e o compositor e produtor português Bruno Miguel Pinto, radicado em Los Angeles. Cruzando texturas ambientais frágeis, ressonância acústica, eletrónica, piano e voz, a performance contará também com visuais criados pelo próprio Canavarro.
Uma das mais reconhecidas engenheiras de som e produtoras da atualidade, Marta Salogni — que trabalhou com Björk, Depeche Mode, M.I.A. e Gorillaz — apresenta “a,drift”, uma nova obra para múltiplos gravadores de fita magnética e osciladores, comissariada pelo Semibreve, Berlin Atonal e Unsound.
Em estreia mundial, o músico e artistas plástico português Ricardo Jacinto apresenta “Manto”, uma nova peça para violoncelo preparado, eletrónica e difusão multicanal que explora o som enquanto fenómeno tectónico e físico. Através de amplificação, feedback eletroacústico e espacialização imersiva, a obra desenvolve-se como um ambiente sonoro denso inspirado na pressão geológica e nos estados mutáveis da matéria no manto terrestre.
A acordeonista, compositora e improvisadora Suzan Peeters, radicada em Bruxelas, traz “Cassotto”, uma obra que expande as possibilidades sonoras do acordeão através de técnicas estendidas e experimentação textural. Com nome que parte da câmara de ressonância existente no interior do instrumento, a performance explora intimidade, ressonância e transformação acústica.
“Carbolines”, novo trabalho da produtora portuguesa System Sophie, fará também parte das estreias do festival. Este trabalho transforma o corpo humano num sintetizador biológico onde memória, emoção e sensação física se tornam som. Construída a partir de ritmos irregulares, texturas digitais e eletrónica imersiva, a performance percorre intersecções entre ambient, industrial e experimentação marcada pelo techno.
Num raro encontro back-to-back, Peder Mannerfelt, metade do duo Roll The Dice, junta-se à DJ, produtora e fundadora da Nehza Records, RONI, artista franco-malaia radicada em Paris. Duas vozes incontornáveis da eletrónica contemporânea, movendo-se entre techno industrial, mutações club experimentais e explorações rítmicas intensas, num set marcado pela tensão, imprevisibilidade e energia crua.
Também confirmada no festival com um DJ set está Flora Yin-Wong, cuja prática funde gravações de campo, manipulação eletrónica e desconstrução da música de clube em ambientes sonoros profundamente imersivos, moldados pela memória, mitologia e narrativas diaspóricas.
A encerrar esta última vaga de confirmações está Dawn Dani, DJ de Braga cujos sets atravessam atmosferas obscuras, linhas de baixo profundas e narrativas emocionalmente carregadas, criando percursos imersivos guiados pela introspeção e pela cultura club underground.
Estas novas e últimas confirmações do programa de performances juntam-se aos nomes já anunciados de Christian Fennesz e Oscar Jockel com a performance em ensemble de “Saffron on Grey”, Sam Slater com a apresentação de “Lunng”.. O programa inclui ainda estreias mundiais e colaborações visuais de PUYR com Tarik Barri, Qasim Naqvi com Steven Wendt e Malcolm Pardon com Gustaf, bem como novas performances ao vivo de Noémi Büchi, TYGAPAW, Azu Tiwaline e do compositor português João Carlos Pinto.
O programa paralelo, que inclui conversas, workshops e cinema, será anunciado em breve.
Primeiras confirmações para o Semibreve 2026
07/05/2026
Azu Tiwaline
Fennesz & Oscar Jockel Saffron on Grey
João Carlos Pinto A1-0 N3
Malcolm Pardon & Gustaf Broms Flesh and Bones
Noémi Büchi Exuvie
PYUR & Tarik Barri Mass Oneiria
Qasim Naqvi & Steven Wendt Howlround
Sam Slater & Guests Lunng
TYGAPAW Together You Gather All Power Applied Worldwide
Estreado em Fevereiro deste ano na Berliner Philharmoniker, o Semibreve acolherá a segunda apresentação de Saffron on Grey, a nova colaboração entre o compositor e maestro Oscar Jockel e o produtor e guitarrista austríaco Christian Fennesz. A atuação conta com um ensemble de 12 músicos e um desenho de luz especialmente concebido para a ocasião.
Lunng é a nova obra do artista britânico Sam Slater. O designer de som, produtor e compositor, vencedor de dois Grammys, apresentará esta peça numa performance que contará com convidados e com cenografia e desenho de luz de Theresa Baumgartner.
Em estreia mundial, a artista experimental de eletrónica sediada em Berlim Sophie Schnell, ou PUYR, apresentará Mass Oneiria, o seu quarto álbum, num espetáculo A/V com visuais do reconhecido artista Tarik Barri, que já colaborou com Radiohead, Atoms for Peace, Paul Jebanasam e Nicolas Jaar, entre muitos outros.
Também em estreia mundial, o compositor paquistanês-americano Qasim Naqvi, conhecido como baterista do aclamado trio Dawn of Midi, apresentará um espetáculo audiovisual baseado nas suas composições para sintetizador modular, acompanhado por projeções de vídeo feedback de Steven Wendt.
A pianista, compositora e artista sonora suíço-francesa Noémi Büchi apresentará o seu novo disco, Exuvie, num espetáculo A/V com visuais de Brigitte Faessler.
Flesh and Bones é o novo álbum do músico e produtor sueco Malcolm Pardon, conhecido pelo duo Roll The Dice com Peder Mannerfelt. Em estreia mundial no Semibreve, a performance terá por base este novo trabalho, expandido por filme e cenografia do artista visual sueco Gustaf Broms.
Com lançamento previsto para Maio pela Tresor Records, o terceiro álbum de estúdio de TYGAPAW explora territórios entre o industrial, o dancehall e o techno, com foco na identidade negra queer e trans. No Semibreve, TYGAPAW apresentará uma performance poderosa, inquietante, sensual e mobilizadora.
Inspirada pelas suas raízes no deserto do Saara, a artista franco-tunisina Azu Tiwaline surpreendeu com o álbum de estreia Draw Me a Silence, em 2020. Em Braga, apresentará um concerto baseado no seu mais recente trabalho com Cinna Peyghamy, evidenciando a sua fusão singular de cultura dub, hipnose techno e música berbere.
Após um ano de artista residente na Casa da Música, o compositor e músico português João Carlos Pinto estreia no Semibreve uma nova performance imersiva, de inspiração sci-fi e tecno-futurista, apresentada em múltiplos momentos.
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