Marta Salogni
a,drift
Música
Data + Hora
24.10 Sábado + 17:30
Local
Capela Imaculada do Seminário Menor
© Yasmin Huseyin
a,drift
composition for multiple 1/4″ reel to reel tape machines and oscillators
it’s a longform evolving piece focusing on slowly drifting sine/square waves processed via my tape machines
each wave is specifically tuned to my own system, i prefer slightly sharper notes, so each of them is at the moment 20cents sharper (but maybe this will shift)
the scale is A … a,drift , the title sort of recalls to that concept
I take each performance as a pilgrimage of sorts to be honest, as I want to perform with my own tapes and so that means travelling with the machines.
none of the performances will be the same. Each of them is unique because of the way the tapes are set up and the way I interact with them.
i am really looking forward to explore how it will resonate in the space
Após anos formativos como técnica de som em concertos em Itália, Marta Salogni mudou-se para Londres onde rapidamente adquiriu conhecimentos e experiência em estúdios de gravação, colocando no seu currículo um portfólio impressionante de criadores com quem tem colaborado. Num modo mais resguardado e, sobretudo, com outro vagar, tem igualmente criado música singular, que demonstra de um modo exemplar o apurado sentido de escuta que tem. Em resposta a uma encomenda do Semibreve e dos festivais Unsound e Berlin Atonal, Marta Salogni concebeu “a,drift”, uma nova composição para performance ao vivo, para máquinas de fitas magnéticas e osciladores. Em palco, quatro dispositivos mecânicos, como intérpretes diante da sua maestra, serão elementos nucleares de um organismo analógico ancorado numa escala em Lá que evoca a deriva e o desapego. São sentimentos caros também a Marta Salogni, pois cada concerto é como uma peregrinação, resultado de um longo caminho na companhia das suas máquinas e ciente de que cada espaço impõe a sua acústica e cada gesto dita uma nova ideia e resultado. “a,drift” consagra-se, por isso, como um acontecimento efémero, tão singular quanto o magnetismo que nos preparamos para presenciar.