Brute Force (Felix Lenz & Ganaël Dumreicher, Áustria, 2025, 29’)
Messengers (Jeffrey Zablotny, Canadá, 2025, 45’)
Cinema
Data + Hora
25.10 Domingo
15:15
Local
Muzeu
Brute Force (Felix Lenz & Ganaël Dumreicher, Áustria, 2025, 29’)
“Brute force” é o nome de um método de hacking que quebra sistemas por pura força computacional — e é também a metáfora que os realizadores usam para descrever a relação da nossa era digital com o mundo físico. O filme percorre minas de silício em França, centros de dados em Viena e lagos de sal nos Estados Unidos, revelando como os processos de medição, mapeamento e computação não se limitam a representar o território: transformam-no, esgotam-no e deixam nele os seus resíduos. Construído ao longo de cinco anos de investigação artística na encruzilhada da ecologia, geopolítica e tecnologia, “Brute Force” é um ensaio fílmico rigoroso e perturbador sobre aquilo que a Natureza perde quando se transforma — pela nossa força — em dados.
Messengers (Jeffrey Zablotny, Canadá, 2025, 45’)
Algures na Terra, em três pontos muito particulares da superfície do planeta, comunidades científicas constroem telescópios gigantes para detectar neutrinos — partículas subatómicas que atravessam a matéria sem deixar rasto. Em lugares pouco conhecidos e inacessíveis do Canadá, Japão e Antárctida, Jeffrey Zablotny cria uma meditação poética sobre o tempo geológico, o esforço humano e as perguntas que a ciência partilha com a filosofia e a arte. No ar ficam perguntas e a eterna atracção pelo desconhecido. Destaque ainda para a banda sonora como uma segunda pele deste filme, da autoria de Jana Irmert.